Nickelback (via wiskycomredbull)
Volta pra casa, volta pra casa, porque eu estive esperando há muito tempo.
Traga o sorriso, a mala feita, e só desfaça.
Esqueça o passado, mova o presente, e trabalhe o futuro.
Olhando para os lados, entendendo as dimensões, respeitando seu espaço.
Trabalha comigo, fica perto comigo, e se ama comigo.
Só fique.
Não seja como o sol que volta para clarear a escuridão e vai embora em seguida.
Quero que volte a ser o calor que me rodeia, independente do horário ou estação.
(Victor e Rayane)
Se cansa, se afasta, mas volta. Não deixa que a fuga, se enxuta se seque. Se escapole entre os dedos, deixe que entre. Se conseguir alcançar, deixe que vá. Competindo contra si, vamos lutando, aprendendo a desistir. Um dia disseram, basta ouvir, pois concordando ou não ele sabe onde ir. E se esquecendo, junta os pedaços, colha do pé, esqueça o calçado. Segura o difícil, mas sem esquecer do fácil.
(Victor Bergamine - TheDrunk)
Notava-se mesmo distante o movimento perturbador que acontecia ali. O rompimento das vísceras. Uma coisa bonita de se ver, de se contemplar. Pessoas enlouquecendo; nada mais agradável do que sentir a fraqueza alheia. Alguns corriam, outros choravam e outros corriam e choravam. Nada como despejar o sangue através das lágrimas. Cada gota escorria com um pouco do sangue explorado por uma bala. Bem no rosto, acima das pálpebras. Deve ter doído, mas ainda assim era prazeroso assistir a agonia.
Bem mais perto do que deveria o som das balas era claro, mais intrigante. Estaria mais perto o fim que parecia um pouco mais distante? Talvez, eu não ligava. Não queria saber se a guerra me feriria, não queria saber o efeito que teria em mim. Mas queria que valesse à pena cada sangue derramado. E que se mais pessoas tivessem que morrer para enfim a glória chegar, que morressem. Que eu morresse. Não me importava. Não até sentir o alvo ser acertado. Não até perceber que o alvo estava dentro de mim. A guerra, a porra da guerra, acertou em cheio minhas convicções. E eu morri; tudo precisou morrer para que eu me desse conta de que não há guerra que não transforme qualquer que seja o infeliz.
Que não perturbe, que não enlouqueça e que não amedronte. Não há, e é esse o ponto. O ponto sem o final, sem um fim.